Luis Zilhão
photography
Portfolios

Nasci em Maio de 1969 em Vila Nova de Gaia.
As recordações de uma infância despreocupada e dos anos de descoberta da adolescência estão ligadas à Figueira da Foz, onde vivi dos 5 aos 19 anos.
Seguiu-se um período de 5 anos em Lisboa, onde me licenciei em Marketing e Publicidade. Após uns anos a saltar entre Portugal e Alemanha, foi neste país que fixei residência a partir de 1995.

A fotografia começou, como tudo o que é bom, por brincadeira. Decorria o ano de 1986 e o brinquedo era a velha Canon do pai. Depois dos primeiros rolos com os amigos, uma viagem a Trás-os-Montes onde fiz uma das fotografias que ainda hoje é das preferidas.
Estava dado o mote e feita a descoberta do que mais me seduzia na arte de captar momentos: a essência das pessoas. Nos seus momentos de alegria e esplendor, nas suas tristezas e angústias, nos seus sonhos e esperanças.

Entendo a vida como a arte maior, e a fotografia como a arte de a representar. Ambas uma procura do equilíbrio, da harmonia, da felicidade.
Como não acredito em vidas plenamente felizes, somente em momentos felizes, procuro preencher a minha com o máximo de pedaços desse puzzle interminável.
Sou feliz quando fotografo. Horas e horas a fio, em constante movimento, no burburinho de uma cidade ou perdido nos campos, não sinto fome, não sinto cansaço. A felicidade do momento, o alimento do espirito, sobrepõe-se a tudo o resto.

Fotografia é comunicação. É estabelecer relações e diálogos silenciosos, esse estado sublime de entendimento, com os átomos que se cruzam no caminho.
É aproximação e é estar atento.
É não ser um mero espectador mas sim parte activa.
É tomar consciência dos ciclos que se repetem eternamente e dos momentos fugazes que os compõem.
Fotografia é um acto de libertação.

Começou, como tudo o que é bom, por brincadeira. As brincadeiras boas evoluem em paixões. Esta esteve adormecida vários anos. Despertou com grande força e intensidade em 2003, após a redenção às novas possibilidades do digital.
Insatisfeito com as limitações de uma câmara compacta, em Julho de 2005 dei o passo que faltava e adquiri uma reflex digital.
Desde então fotografei mais do que nos outros 20 anos que ficaram para trás. A maioria dos trabalhos aqui apresentados são um reflexo deste período.

Como puro amador que apenas há pouco renasceu para o que ama, não tenho as grandes referências, os concursos e as exposições, as campanhas e as publicações.
Houve um pouco de tudo isso, no inicio, no esplendor da paixão que nascia. Nada que considere particularmente relevante visto à luz de 20 anos que passaram.
O grande desafio está agora a começar. Conto convosco para lhe dar seguimento.

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